PERDA AUDITIVA E DIAGNÓSTICO PRECOCE EM BEBÊS: A importância da Triagem Auditiva Neonatal



PERDA AUDITIVA E DIAGNÓSTICO PRECOCE EM BEBÊS:
A importância da triagem auditiva neonatal
 
Você sabia que a partir do 5° mês de gestação o bebê já pode ouvir a voz da mamãe? E que é ainda na vida intra-uterina que o bebê inicia seu desenvolvimento auditivo? Sim, é isto mesmo, mas é claro que ele segue etapas graduais e continua se desenvolvendo durante os primeiros meses após o nascimento. Ao nascer a audição é do tipo reflexa; em seguida, inicia-se o processo de aprendizagem e novas respostas ao som passam ser desenvolvidas, sendo estas dependentes das experiências auditivas, por isso o ambiente em que a criança é exposta deve ser sempre estimulante.
A audição tem um papel fundamental para o desenvolvimento global da criança, mas principalmente para o desenvolvimento adequado da fala e da linguagem. É de extrema importância que uma criança, em seu primeiro ano de vida, tenha uma audição sem alterações, pois é nesta etapa em que acontece o desenvolvimento das habilidades auditivas e de linguagem e uma alteração por mínima que seja, pode acarretar em danos futuros.
A deficiência auditiva é a doença mais frequente encontrada no período neonatal, quando comparada a outras patologias. Tendo em vista a necessidade de cuidarmos e detectarmos de forma precoce essas alterações em nossos bebês, desde o ano de 2010 o Teste da Orelhinha, através da Triagem Auditiva Neonatal (TAN), é obrigatório e gratuito nos hospitais públicos e privados de todo o país sendo realizado na maternidade, antes da alta hospitalar (Lei Federal nº 12.303).
A TAN é a única estratégia capaz de detectar precocemente alterações auditivas, tendo em vista, a dificuldade do diagnóstico audiológico, já que nesta faixa etária não existe maturidade do bebê para cumprir as etapas de um exame subjetivo, como a Audiomteria.
Os exames realizados na TAN é o de Emissões Otoacústicas (EOA) e o Potencial Evocado Auditivo d Tronco Encefálico Automático ( PEAT Automático).  O primeiro é recomendo para todos os recém-nascidos devido seu baixo custo, por ser de fácil aplicabilidade e rapidez. Já o PEATE - Automático é recomendado para aqueles que apresentam algum indicador de risco para surdez (conforme Joint Committee on Infant Hearing). Uma vez que o bebê apresente “falha”  nestes testes de triagem, ele será então encaminhado para exames complementares de diagnóstico.
Segundo dados de diferentes estudos epidemiológicos, a prevalência da deficiência auditiva varia de um a seis neonatos para cada mil nascidos vivos e, de um a quatro para cada cem recém-nascidos provenientes de Unidade de Terapia Intensiva Neonatal.
Por isso vale ressaltar a importância do diagnóstico precoce e a intervenção imediata da criança com perda auditiva. O diagnóstico deve ser realizado até os 3 meses de vida e a intervenção deve iniciar até os 6 meses de vida. Quando a triagem não é realizada o diagnóstico da perda auditiva tende a ser realizado tardiamente, quando a criança já apresenta alterações ou atraso de fala.
Recadinho importante para os papais: o Teste da Orelhinha é realizado com o bebê dormindo, em sono natural, é indolor, não tem contra-indicações e dura em torno de 10 minutos. O profissional capacitado para realizar esta avaliação é o Fonoaudiólogo.
             
 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:
OGANDO, Patricia Barcelos, LUBIANCA, José Faibes Neto - Entendendo a triagem auditiva neonatal e as causas de perda auditiva na infância - Boletim Científico de Pediatria - Vol. 1, N° 2, 2012.
Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Diretrizes de Atenção da Triagem Auditiva Neonatal / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Ações Programáticas Estratégicas e Departamento de Atenção Especializada. – Brasília : Ministério da Saúde, 2012. Gatanu.org
HILÚ Maria Regina Boeira - o conhecimento e a valorização da triagem auditiva neonatal e a intervenção precoce da perda auditiva. 2006.
BORGES Carlos Augusto Beyruth  et al. Triagem Auditiva Neonatal Universal - Otorrinolaringol. / Intl. Arch. Otorhinolaryngol., São Paulo, v.10, n.1, p. 28-34, 2006.

Texto elaborado pela Fonoaudióloga da PróAudi Passo Fundo/RS, Andressa Petrolli - CRFa 7 9628.